Medo, pavor

Se eu tenho medo de ser pai? De jeito nenhum. A única coisa que me mete medo, pavor mesmo, nesta história de adoção, é a burocracia. Embora enxergue um propósito na papelada toda (afinal, “eles precisam saber quem a gente é”, como bem argumentou a Paula), a pilha de documentos e atestados me fazem pensar em O Processo, de Kafka. Mais do que uma poluição literária, esta lembrança é reflexo de um pavor natural da burocracia, da força que o Estado, o Leviatã, tem de se intrometer em nossas vidas.

De qualquer forma, fica aqui a lista dos documentos necessários para se começar o processo de adoação:

- Requerimento inicial (fornecido pelo Juizado da Infância e da Juventude ou fórum);
- Certidão de casamento ou prova de união estável dos candidatos, conforme sejam casados ou companheiros;
- Certidão de nascimento para os solteiros (mesmo os incluídos na condição final do item anterior);
- Comprovante de residência;
- Comprovante de rendimentos;
- Atestado médico de sanidade física e mental por médico particular ou da rede oficial de saúde;
- Carteira de identidade;
- CPF (Cadastro Pessoa Física) e Certidão negativa dos distribuidores cíveis e criminais, do foro de seu domicílio.
- Outros documentos, a critério do interessado, comprobatórios de sua aptidão para adotar.

Paulo Polzonoff Jr

4 Comentários

Em 9 de January de 2008 13:25, Bia disse:

Nossa, parabéns pela idéia deste blog. Tenho acompanhado há algum tempo as discussões da comunidade “Adoção, Um Exemplo de Amor”, e concordo que a burocracia é de ter medo. Mas no final tudo costuma dar certo, né? Mesmo assim, é triste perceber que em muitos casos o excesso de burocracia dificulta, retarda e até mesmo inviabiliza muitas adoções. Boa sorte para vocês dois!

Em 9 de January de 2008 16:14, Alessandro Martins disse:

Paulo e Paula…

Meus parabéns. Os amores que se decide amar são os mais certeiros, os mais determinantes e os mais bonitos.

Que vocês três sejam muito felizes. Só de saber que essa criança já está por aí, no mundo, esperando por alguém como vocês é algo de arrepiar.

Beijos do Alessandro.

Em 9 de January de 2008 16:21, Paula Abreu disse:

Bia, ainda não vi nenhum caso em que a burocracia inviabilizou a adoção. Pelo contrário, o que eu vejo muito é flexibilidade de muitas comarcas com os documentos exigidos. Por exemplo, se um dos adotantes é autônomo, as comarcas costumam aceitar uma simples declaração de próprio punho. A gente tem que tomar cuidado com as lendas e mitos que rolam por aí…
É menos burocracia que, por exemplo, as imobiliárias do RJ exigem para te alugar um apartamento.
Vai dar tudo certo! :)
Beijos,

Em 9 de January de 2008 16:23, Paula Abreu disse:

Ale, três ou quatro, já que estamos considerando uma duplinha… :)
E eu também penso o tempo todo que o nosso filho já está por aí, em algum lugar do país, esperando pela gente. Muito emocionante mesmo.
Beijos,


You are viewing a mobilized version of this site...
View original page here

Mobilized by Mowser Mowser